October 19, 2006

DATA E LOCAL DEFINITIVOS DA POSSE ACADÊMICA

A Posse Acadêmica dos novos membros da ABBA foi definitivamente marcada e confirmanda para 29 de Novembro próximo no auditório do Senai-Tijuca - Rua Mariz e Barros, 678 - Tijuca - Rio de Janeiro – RJ, pelas 19 horas.
Desconsiderem-se os posts anteriores com outras datas.

Auditório Nobre

O Auditório Nobre é indicado para eventos de grande proporção. Além de congressos e seminários, este auditório também tem sido muito utilizado para espetáculos artísticos e formaturas. Possui um amplo anexo e um hall de entrada que podem ser utilizados para exposições e coquetéis.

INFRA-ESTRUTURA


Área:
Platéia - 577,5 m²
Palco - 96,1 m²

Capacidade: 400 pessoas

Anexo: Salão de Exposição - 238 m²

Foyer: 57,25 m²

October 12, 2006

EDUARDO ARGÜELLES - a poesia luz, sombra, cor e humanidade

Natural do Rio de Janeiro, Eduardo Argüelles (Acadêmico Livre – cadeira n° 29 – patrono Barão Felix Taunay (pintor) - iniciou-se no desenho ainda menino, fascinado pelos trabalhos de sua irmã Rachel Argüelles. Envolvido pelos deveres da Medicina, Eduardo passou, porém, a desenhar esporadicamente, até que, novamente estimulado por Rachel e pelos vários prêmios obtidos com os desenhos, se iniciou na pintura, mantendo, por convicção pessoal, a condição de autodidata, que se enriquece no aprendizado através da observação do trabalho dos grandes mestres do passado e dos contemporâneos que admira. Wilma Vasconcellos foi pessoa marcante em sua nova trajetória, estimulando-o e levando os seus trabalhos para algumas das mais importantes galerias do Rio, além de tornar públicas as qualidades artísticas que vislumbrava no pintor. Também importantes foram Sonia Martins, Bette Souza e Regina Araújo, que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a difícil decisão de sua profissionalização. Cursando, ainda, uma bem sucedida carreira de médico cardiologista, com livros publicados e o posto de Professor-Titular de Cardiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, somente o estímulo e o empenho de tais pessoas e de sua própria família poderiam fazer com que Argüelles resolvesse adotar uma nova atividade que, dia-a-dia, compete, em horas dedicadas e em prazer, com a paixão pela Medicina.

(Confira o restante da biografia de Eduardo Argüelles clicando aqui)

Quanto ao seu trabalho: é simplesmente magnífico! Seus últimos trabalhos são difíceis de adjetivar, pelo risco da insuficiência do observador. Melhor senti-los!!! São um universo interior oculto que se abre por detrás da forma e da cor, da luz e sombra, que Eduardo Argüelles utiliza com maestria incomum, nos levando a um mundo onírico e real da essência humana.

ausência

transposição

fascinação

Bem-haja Eduardo Argüelles por trocar de quando em vez o bisturi pelo pincel, e trabalhar na profilaxia das nossas disritmias espirituais com essas transfusões do Belo.

conheça estas e outras obras de Eduardo Argüelles clicando no link:
http://www.earguelles.com


October 11, 2006

LEI Nº 1.101, DE 12 DE MAIO DE 1950 - Considera de utilidade pública a Academia Brasileira de Belas Artes

LEI Nº 1.101, DE 12 DE MAIO DE 1950


Considera de utilidade pública a Academia Brasileira de Belas Artes.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º É considerada de utilidade pública a Academia Brasileira de Belas Artes, à qual é atribuída a função de órgão consultivo do Govêrno Federal, que dela usará facultativamente.

Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro, em 12 de maio de 1950; 129º da Independência e 62º da República.

EURICO G. DUTRA
Honório Monteiro


QUEM FOI EURICO GASPAR DUTRA
(fonte Wikipédia)

O Marechal Eurico Gaspar Dutra nasceu em Cuiabá - MT em 18 de maio de 1883 e faleceu no Rio de Janeiro a 11 de junho de 1974. Foi um militar brasileiro e o décimo nono Presidente do Brasil.
Nos primeiros anos do século XX, Dutra cursou a Escola Militar do Rio de Janeiro, a seguir a Escola Militar de Realengo e a Escola de Guerra de Porto Alegre. Desta última foi desligado por protestar contra a campanha de vacinação promovida por Oswaldo Cruz.
Em 1922 formou-se na Escola de Estado-Maior. Sua atuação frente ao movimento tenentista de 1924, em São Paulo, fez com que fosse recomendado para general; em 1932 foi promovido. Em 1930 havia defendido a legalidade frente a revolução. Aliás, uma marca significativa da carreira militar de Eurico Gaspar Dutra foi a defesa da legalidade, invariável desde a campanha contra a vacina obrigatória. Durante o governo provisório de Getúlio Vargas ocupou a chefia da I Região Militar. Atuou na repressão à chamada Intentona Comunista de 1935. A seguir, foi chamado ao ministério da Guerra, que ocuparia de dezembro de 1936 a 1945.
Nesse posto, cumpriu papel decisivo, junto com Getulio Vargas e com o general Góis Monteiro, no fechamento do regime, que levou à instauração da ditadura do Estado Novo, em novembro de 1937. Após a Segunda Guerra Mundial pregou a redemocratização do país, e participou (embora sem grande vulto) da derruba de Vargas. Nas eleições que se seguiram, candidatou-se pelo Partido Social Democrático (PSD) e venceu-as em 2 de dezembro de 1945, com 3.351.507 votos, superando Eduardo Gomes, da UDN.
Assumiu a presidência no dia 31 de janeiro de 1946. Dutra aproximou-se dos setores conservadores, incluindo aqueles representados pela UDN, através do chamado Acordo Interpartidário, o que acarretou a marginalização de Vargas e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que acabaram por romper com o presidente.
O governo Dutra foi marcado, ainda, por uma política econômica conduzida a partir de postulados liberais, pelo rápido esgotamento das reservas cambiais acumuladas durante a guerra e por uma severa política de arrocho salarial. Afastou o país do bloco socialista leste-europeu, inclusive colocando na ilegalidade o Partido Comunista do Brasil (PCB) e rompendo relações diplomáticas com a União Soviética. Definitivamente deve-se a Dutra boa parte da predominância que os Estados Unidos exerceram sobre o Brasil nas décadas seguintes. No âmbito interno, elaborou o plano SALTE que foi a primeira tentativa de planejamento econômico governamental no Brasil. De caráter desenvolvimentista, reunia sugestões de vários Ministérios e dava prioridade a quatro áreas: Saúde, Alimentação, Transporte e Energia (cujas iniciais formam a sigla - SALTE). Os recursos para sua execução seriam provenientes da Receita Federal e de empréstimos externos, mas fracassou e foi abandonado. Iniciou a ligação rodoviária do Rio de Janeiro a São Paulo, através da estrada que hoje é conhecida como Rodovia Presidente Dutra — uma das mais importantes do país.
Uma de suas medidas mais polêmicas foi certamente a Proibição do jogo no Brasil, tomada em 30 de abril de 1946.
Deixou a presidência em janeiro de 1951, mas continuou a participar da vida política brasileira. Em 1964, logo após o golpe militar contra João Goulart, tentou voltar a presidência, mas já estava por demais afastado do grupo militar dominante, sendo preterido a Castelo Branco.



October 09, 2006

ALTERADA A DATA DA CERIMÔNIA DE POSSE ACADÊMICA


A data da cerimônia de posse Acadêmica dos novos membros da Academia Brasileira de Belas Artes foi alterada para 25 de Novembro.
Maiores informações com o Acadêmico Celso Barbosa.

October 07, 2006

CAMÕES - "O Homem da máquina do tempo"

“O Homem da Máquina do Tempo”

A melhor definição de Eduardo Camões é ele mesmo quem dá:
"sou um apaixonado pelo Rio de Janeiro".
Aos 50 anos o carioca conhecido no meio por Camões tem como marca registrada seus trabalhos sobre o Rio antigo. Filho de pintora, desde criança aventurou-se entr
e as tintas e pincéis.
"Quando era pequeno, minha mãe não tinha com quem me deixar. Então me levava para o Instituto de Belas Artes (Praia Vermelha) aonde ela fazia curso de desenho e pintura. Enquanto tinha as
aulas, ficava ao seu lado pintando também . Só não me deixava assistir as aulas de modelo vivo. Eu ia pro lado de fora e ficava desenhando o que tinha ao redor, que era a praia e o mar."
Aos 12 anos, a família mudou-se para Brasília e Camões ficou a 1.000 km do Rio de Janeiro.
Em 73 foi fazer intercâmbio no sul da Califórnia Chegou então a época de prestar vestibular. "Decidi por Desenho Industrial porque era um curso que não existia em Brasília. Se tivesse escolhido Belas Artes, meu pai me mandaria ir estudar na UNB".
Alcançado o objetivo de voltar para a cidade natal, Camões começa pintando a Ipanema da década de 70 em quadros hiper realistas.
"A barraca de cachorro quente da Geneal, as meninas jogando frescobol, o vendedor de mate. Era o Rio do reencontro. Queria retratar o espiríto carioca de ser. Fiz is
so durante 1 ano e meio".
Foi quando concluiu que estava sendo um simples repórter do que acontecia na cidade.
"Precisava entender o porquê de termos nos tornados o que somos".
Passo
u então a estudar o desenvolvimento da cidade e da alma carioca. Contactou colecionadores de livros antigos e postais sobre o Rio antigo. Buscava retratar uma cidade que ninguém vivo chegara a conhecer.
"Achei fascinante a idéia de transformar fotografias antigas em instantâneos coloridos, como se eu tivesse entrado numa máquina do tempo, retornado àquela época e tirado fotografias coloridas. Aproveitando a minha técnica adquirida com o hiperrealismo, poderia fazer uma pintura quase que fotográfica".
Depois, começou a retratar lugares pouco fotografados na época, como a zona sul, que era um arrebalde da cidade. Partiu então a estudar os desenhos de artistas botânicos viajantes que aqui estiveram entre os séculos XVII e XIX.
"As primeiras fotos foram tiradas a partir de 1860".
Atual
mente, se utiliza de diversos pontos de referência, como textos descritivos antigos, fotografias aéreas tiradas de helicópteros, além dos desenhos, podendo assim reconstituir a topografia da época.
"Não cabem comentários que às vezes eu escuto do tipo: 'Camões colore fotografias do século passado'. Não é bem assim."
Além do Rio antigo, Camões já fez trabalhos sobre Recife, Porto Alegre, o Paraná e uma série de com cidades americanas. Por falar nos Estados Unidos, este mercado tem sido uma de suas metas. Há três anos divulga e difunde suas obras por lá. Passou um ano e meio atrelado a uma rede de galerias da costa leste americana, que estava só interessada em vender os seus quadros. Com isso, resolveu montar uma seleção de galerias escolhidas a seu critério, que atualmente são 12.
Por aqui, a grande popularização da sua obra deu-se pelo livro "O Rio antigo por Camões", que está na 9ª edição. Foi escrito em 93 e lançado em 94.
Para quem acha que a vida de pintor é mole, Camões acorda todos os dias às seis da manhã, pedala 30 km por dia pelas praias e às dez já está sentado em frente ao cavalete. Trabalha de domingo a domingo 14 horas por dia.
"Trabalho tanto porque fiz do meu hobby a minha profissão. Não sou rico, nunca recebi herança e tudo o que tenho comprei com a minha pintura."
Sobre sua técnica, diz que é autodidata e só trabalha com tinta acrílica, porque não tem cheiro, é mais limpa e durável que a óleo.

"Passo dias inteiros com fantasias na cabeça e uma tela em branco na frente"

(excertos do texto de de Gustavo Franck para matéria veiculada na edição nº 22 da revista Vizoo. leia na íntegra no site - clique aqui)

Os céus de Camões carregam a nostalgia de um entardecer com a esperança de uma alvorada.
Confira a poesia de sua obra visitando o site: http://www.camoes.art.br

DORA PARENTES - 30 Anos Percorridos da Pintura a Abstração

“ Eu pinto não só pelo prazer de pintar. A minha contribuição a sociedade em que vivo, vai mais além”.
“Quando transporto meus sonhos para as telas, me importo em desenvolver a minha fantasia, transformando-a em realidade, dando ênfase a LIBERDADE.”

Dora nasceu Doralice do Piauí. Veio para o Rio de Janeiro na década de 70, onde iniciou a carreira no Salão Nacional de Belas artes, obtendo Menção Honrosa, Medalha de Bronze, Prata, dentre outros prêmios em todo o País.

No período de 1970 a 2006, realizou 61 exposições individuais. Destacando: Os 100 anos de J.K. Brasília em 2002. Em 2005 - Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro e Salvador –BA e em 2006 com um grande painel “Exaltação” nas comemorações dos 154 anos de Teresina- PI.

Condecorações: Entre muitas destacamos: Medalha do Mérito Cultural Da Costa e Silva. Medalha Mérito Cultural Governo do PI -Academia Piauiense de Letras - Personalidade do Século. Colaboradora do Museu Histórico do Exército e Forte Copacabana. Medalha do Mérito Cultural Conselheiro José Antonio Saraiva. Ordem Estadual do Mérito Renascença do PI. Troféu Octávio Miranda , do Jornal O Dia, entre outros. Em 2004,foi lançado no Rio de Janeiro, Piauí, Brasília , Salvador ,o Livro “Dora Parentes –Entre a figura e a Abstração” de autoria de Geraldo Edson de Andrade.

Citações: Entre muitas, destacamos: Enciclopédia Itaú Cultural. Capa Livro Petroquímica União 98. Livro Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade. Seus quadros foram bem cotados no Leilão do Palácio de Viscayia em Miami, durante o lançamento da Revista Brazilian Art. Possui obras na Pinacoteca da FURNATE, Museu Histórico do Maranhão, Caixa Econômica Federal de Brasília, Petrobrás –Rio , Secretaria Estadual de Cultura - São Paulo, Casa da Cultura Equatoriana , Centro Cultural Correios Rio e Salvador–Ba, Museu de Arte do Parlamento – São Paulo. Painel Tribunal de Contas-PI, Salão Nobre Prefeitura de Teresina –PI e em diversos acervos particulares no exterior e em seu Pais.

Poema da Liberdade
clique no link para visitar o site de Dora Parentes

http://www.doraparentes.com/


October 01, 2006

A Reforma Pedreira na Academia de Belas Artes (1854-1857) e a constituição do espaço social do artista

Aqui postamos o resumo de um magnífico trabalho de Letícia Coelho Squeff sobre a fundação da Academia Imperial de Belas Artes, cujas tradições a nossa Academia herdou.
Ler este artigo é mais do que uma viagem na história - é conhecer a filosofia da academia!

clique aqui para ver o artigo na página original


Antiga sede da Escola de Belas Artes demolida em 1937 da qual só resta o pórtico.

A Reforma Pedreira na Academia de Belas Artes (1854-1857) e a constituição do espaço social do artista

Letícia Coelho Squeff


RESUMO: Manuel Araújo Porto Alegre (1808-1879) teve atuação fundamental nas instituições culturais do Segundo Reinado, tendo sido pintor, crítico de arte, jornalista e poeta, entre outras atividades. Como diretor da Academia Imperial de Belas Artes, o pintor promoveu a maior reforma que a instituição sofreu durante o Império. Parte da chamada Reforma Pedreira (1854-1857), as introduzidas por Porto Alegre buscavam adaptar a instituição aos progressos técnicos de meados do século XIX, e fazer da corte imperial, o Rio de Janeiro, uma cidade sintonizada com a "civilização". É com este objetivo que o pintor faz da técnica um dos temas centrais de sua administração. Neste artigo, tendo como objeto a intervenção de Araújo Porto Alegre na Aiba, pretendemos refletir como as inovações introduzidas na Academia contribuíram para a constituição de um novo espaço social para o artista do Império.

Palavras-chave : Araújo Porto Alegre (1808-1879), Reforma Pedreira (1854-1857), Academia Imperial de Belas Artes, ensino técnico, civilização